2011 - O ANO DA MULTIPLICAÇÃO!

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SOBRE A IGREJA

Somos uma igreja alegre e acolhedora e estamos prontos a receber você.


Nossas atividades regulares:

CULTOS: domingo: Culto de louvor e adoração - 19h
terça-feira: Culto de estudo bíblico e oração - 19h30
sexta-feira: Culto de cura e libertação - 19h30

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: 9h

ATENDIMENTO PASTORAL: terça-feira - de 15 às 19h ou agendar pelo telefone: 8636.1654

NOSSO ENDEREÇO: Rua Lagedo, 84
Bairro São Gabriel - ônibus 3503


Terezinha de Lisieux - pastora titular
José Procópio de Paula - evangelista
Mário - responsável pelo culto de sexta-feira

Se vc quer contribuir com a nossa obra de evangelização e proclamação da Palavra de Deus, deposite sua oferta na conta:
Bradesco - ag. 0464-2, CC 0367634-0

sábado, 5 de fevereiro de 2011

SOBRE A CEIA DO SENHOR

(imagem retirada daqui: http://irmaos.net/estudos/ceiasenhor.html)

Amanhã é mais um domingo de Ceia... e eu resolvi postar alguns comentários sobre as consequências espirituais deste ato, que fazem parte de um texto que eu retirei daqui: http://www.cacp.org.br -


UM ATO DE CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS:
Na epístola de Paulo aos Coríntios, fica claro que a Ceia do Senhor tem conseqüências espirituais; ela será sempre um momento de bênção ou de maldição para os que dela participam.
Bênção: “Porventura o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?” (1Co. 10.16.)
Observe o termo “cálice da bênção”. Isto não é figurado, é real. A Ceia do Senhor traz bênçãos espirituais sobre aqueles que dela participam.
Um outro termo empregado neste versículo, que nos revela algo importante, é “comunhão”; quando ceamos, estamos pela fé acionando um poderoso princípio, temos comunhão com o sangue e com o corpo de Cristo! O que isto significa?
Quando derramou seu sangue, Jesus o fez para a remissão de nossos pecados, logo, ao comungarmos o sangue, estamos provando que tipo de bênçãos? A purificação, e também a proteção, pois o diabo não pode transpor o poder do sangue para nos tocar (Ex. 12.23; Ap. 12.12).
E o que significa ter comunhão com o corpo? O corpo de Jesus foi moído porque ele tomou sobre si nossas enfermidades, e as nossas dores carregou sobre si, e pelas suas feridas fomos sarados (Is. 53.4-5).
A obra redentora de Cristo nos proporciona cura física, e na Ceia do Senhor é um momento no qual podemos provar a bênção da saúde e da cura. Muitos estavam fracos e doentes na igreja de Corinto por não discernirem o corpo do Senhor na Ceia.
Ao falar sobre comungarem com o corpo do Senhor, Paulo se referia não apenas ao corpo do Cristo crucificado por meio do qual somos sarados, mas também ao corpo ressurreto, no qual habita toda a plenitude da divindade e é fonte de vida aos que com ele comungam.
A Ceia do Senhor deve ser um momento especial de comunhão, reflexão, devoção, fé, e adoração. Tudo deve ser feito de coração e com reverência, pois é um ato de conseqüências espirituais.
Maldição: A Bíblia não usa especificamente esta palavra, mas mostra que a maldição pode vir como um juízo de Deus para quem desonra a Ceia do Senhor. Depois de ter dito que ao participar da mesa do Senhor a pessoa está anunciando a morte de Jesus até que ele venha, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, traz a seguinte advertência: “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice, pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.” (1Co. 11.27-32.)
Para muitas pessoas, a Ceia é algo que as amedronta; preferem não participar dela quando não se sentem dignas, para não serem julgadas. Mas veja que a Bíblia não nos manda deixar de tomar, e sim fazer um auto-exame antes, pois se houver necessidade de acerto devemos fazê-lo o mais depressa possível (1João. 1.9).
Deixar de participar da mesa do Senhor é desonrá-la também! Devemos ansiar pelo momento em que dela partilharemos, e não evitá-la. Mas há aqueles que querem fingir que estão bem, e participam sem escrúpulo algum do que é sagrado; para estes, não tardará o juízo.
Participar da mesa do Senhor tem conseqüências espirituais; ou o cristão é abençoado ou é amaldiçoado. Não há meio termo; a refeição não é apenas um simbolismo; não se participa da Ceia do Senhor como se participa de uma cerimônia qualquer, pois é um momento santificado por Deus e de implicações no reino espiritual.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DEFINIÇÃO DE IGREJA


(imagem retirada daqui:http://pastorsergiocunha.blogspot.com/)

Após falar da Ceia, encontrei também no mesmo blog (http://irmaos.net), uma definição de Igreja, na qual acho legal pensarmos:


Definição de Igreja
por William McDonald


a) No Novo Testamento a palavra "Igreja" é traduzida da palavra grega "ekklesia", que significa um grupo de indivíduos chamados para formar uma reunião ou assembleia. Em Actos 7:38, Estêvão usou a mesma palavra para descrever Israel no deserto. E também usada no cap. 19:32, 39 e 41 para descrever o tumulto gentílico em Éfeso. Mas no Novo Testamento a palavra é mais vulgarmente usada para descrever um grupo de crentes no Senhor Jesus Cristo. Assim, Paulo fala da Igreja de Deus, que o Senhor resgatou com o Seu próprio Sangue" (Actos 20:28). Na sua primeira Epístola, o grande apóstolo divide o mundo em três grupos: Judeus, Gentios e a Igreja de Deus (1Co. 10:32). Em 1 Cor. 15:9, o apóstolo faz referência aos grupos de crentes que ele perseguiu antes da sua conversão.
b) A Igreja não é uma organização, mas um organismo. Não é uma mera instituição mas uma unidade viva. E a comunhão de todos os que nasceram de novo e participam da vida de Cristo e, consequentemente, estão unidos uns aos outros pelo Espírito-Santo. E uma simples comunhão de pessoas sem carácter de instituição humana.
c) No Novo Testamento há muitos títulos descritivos da Igreja: estes títulos devem ser estudados separadamente, se quisermos obter uma melhor compreensão da Igreja. Os títulos que mais se destacam, são os seguintes:
1.º- Um REBANHO (João 10:16). A nação Judaica era designada por "um aprisco". A Igreja por "um rebanho". No capítulo 10:16 o Senhor Jesus diz: "Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco (Israel); também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor". Na palavra "rebanho" encontramos o símbolo dum grupo de crentes, vivendo em comunhão uns com os outros, sob o carinho e protecção do Bom Pastor, dando ouvidos â Sua voz e seguindo-O.
2.º- LAVOURA DE DEUS (1 Cor. 3:9) - A Igreja de Deus é o Seu campo, no qual tenciona produzir fruto para Sua glória. Envolve o pensamento da frutificação.
3º - EDIFICIO DE DEUS (1 Cor. 3: 9). Esta expressão revela-nos Deus como edificador. Ele acrescenta pedras vivas à Igreja. E pois de suma importância que as nossas vidas se consagrem à realização deste projecto divino.
4.º - O TEMPLO DE DEUS (1 Cor. 3:16). A palavra "Templo" traz imediatamente à nossa mente a ideia de adoração, e faz-nos lembrar do facto, que neste mundo, Deus só é adorado pelos membros da Sua Igreja.
5º CORPO DE CRISTO (Efésios 1: 22 e 23). O Corpo é o meio pelo qual o indivíduo se revela. Semelhantemente, o Corpo de Cristo é o meio pelo qual Ele se revela ao mundo. Desde que o crente aprenda esta verdade, nunca mais considerará de somenos importância a Igreja de Cristo. Consagrar-se-á incondicionalmente tendo em vista os altos interesses do Corpo de Cristo.
6.º - UM NOVO HOMEM (Efés. 2:15). Salienta-se aqui a ideia duma nova criação. A maior barreira que dividia os homens era a que existia entre Judeus e Gentios, a qual foi abolida dentro da Igreja; assim Deus fez dos dois um novo homem.
7º - MORADA DE DEUS (Efés. 2 : 22). Esta expressão revela-nos uma grande verdade: Deus agora habita na Igreja espiritual, em vez de habitar num tabernáculo ou templo material, como acontecia nos tempos do Velho Testamento.
8.º- A NOIVA DE CRISTO (Efésios 5: 25-27; II Cor. 11: 2). Sob este aspecto realça-se a ideia do afecto: "Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a Si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar, a Si mesmo, igreja gloriosa, sem mácula nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível". Se Cristo amou a igreja e se entregou a Si mesmo por ela, é evidente que a igreja deve dedicar todo o seu amor a Cristo.
9.º CASA DE DEUS (1 Tim. 3:15). A casa ou família fala-nos de dois princípios: ordem e disciplina. A ordem é sugerida nesta passagem: "Para que saibas como convém andar na Casa de Deus"; e a disciplina nesta outra: "Porque já é tempo que comece o julgamento pela Casa de Deus" (1 Pedro 4:17).
10.º A COLUNA E FIRMEZA DA VERDADE (1 Tim. 3: 5). Em tempos idos as colunas eram usadas, não só para suportar a parte superior do edifício, mas também para se afixarem anúncios. Era um meio de propaganda. A palavra "firmeza" significa baluarte ou reduto de defesa. Assim verifica-se que a igreja foi estabelecida por Deus para proclamar, sustentar e defender a verdade. Portanto, podemos afirmar com toda a segurança que, se os crentes desejam conformar-se com o propósito e a vontade de Deus revelados na Sua Palavra, devem dedicar os seus esforços tanto à expansão do Evangelho como ao progresso espiritual da Igreja.
Há quem diga que a sua vocação é pregar o Evangelho, e negligenciam tudo o que diz respeito à Igreja. Quem assim procede, é porque ainda não notou que o apóstolo Paulo tinha um duplo ministério:
a) anunciar entre os gentios, por meio do Evangelho, as inesgotáveis riquezas de Cristo;
b) demonstrar a todos qual seja a dispensação do ministério, isto é, estabelecê-los nas verdades acerca da Igreja (Efésios 3:8,9).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CONSTRUA!

(imagem retirada daqui: http://redejam.wordpress.com)

Outro livro das bíblia que pretendo estudar com a igreja, ainda neste ano, é o livro de Neemias, porque, se queremos que este seja o ano da multiplicação, temos, também, que aprender a construir, a edificar e, ainda, a reconstruir aquilo que foi derrubado, destruído, ao longo dos anos, não é verdade?
Abaixo, um texto que achei legal para nossa meditação:


Cuidado Como Constrói, Mas Construa!
por: Morris D. Norman


E precisamos construir! -- se vamos cumprir os propósitos de Deus. Deus ordenou aos pecadores, separados de Deus, que se tornassem santos e sem culpa. Tal povo é redimido em Cristo (Efésios 1:13-14), a santa morada de Deus, construída sobre a fundação dos apóstolos e profetas, sendo Cristo a principal pedra, angular (Mateus 16:18; 1 Coríntios 3:10; Efésios 2:19-3:7).
O próprio Neemias põe-se a reconstruir as muralhas de Jerusalém, uma tarefa que estava há 100 anos por fazer. Podemos aprender como construir aplicando os princípios de Neemias. O dele era um projeto material, o nosso é espiritual. Temos que restaurar e construir a humanidade, devastada pelo pecado, numa casa espiritual. Isto tem que ser feito reconciliando o homem com Deus, em justiça (2 Coríntios 5:17-21; 1 Pedro 2:5).
Podemos construir se estivermos afinados com os propósitos de Deus. Neemias conhecia os propósitos de Deus para Jerusalém e isso fez com que ele inquirisse sobre seus irmãos e a condição da cidade. Fez com que ele procurasse soluções e ativasse o povo na restauração das muralhas. A glória de Deus não podia ser refletida enquanto o povo estivesse em desgraça e a cidade em ruínas. Enquanto o homem está em pecado, a glória de Deus não é refletida. A redenção é "para louvor da glória de sua graça" (Efésios 1:6).
Podemos construir se estivermos preocupados com as pessoas. Quando Neemias ouviu sobre a aflição do povo e as muralhas arruinadas, ele sentou-se e chorou, lamentou-se alguns dias, e jejuou e orou (Neemias 1:4-11). Ele soube que a culpa não era de Deus, que guardou a aliança, mas do homem, que a rompeu. O problema é o pecado -- nosso e dos outros. Precisamos nos compadecer profundamente pelos homens perdidos. Ainda que Neemias estivesse centenas de quilômetros longe, no conforto do palácio do rei, ele chorou pela condição de seu povo.
Podemos construir se estivermos determinados a fazer isso. Neemias encerrou sua oração (1:11), pedindo a Deus que o fizesse prosperar. A oração e o desejo de Paulo eram pela salvação dos judeus, até mesmo ser anátema para eles (Romanos 10:1; 9:1-3). Ele pediu aos santos para orarem que as portas se abrissem para ele. Somente este tipo de preocupação resultará em construção.
Podemos construir se dependermos de Deus. Neemias estava concentrado em Deus. Mais de doze vezes ele orou, desde quando ouviu pela primeira vez até quando lidou com a última irregularidade (13:29-31). Seu projeto era o que Deus tinha posto em seu coração (2:12). Estava em seu coração porque ele conhecia bem os propósitos de Deus, estava preocupado com a condição do povo de Deus, e estava determinado a fazer alguma coisa para ajudar. Se estivermos concentrado em Deus em nossos corações, saberemos seus propósitos em reconciliar-se com os pecadores, teremos profunda tristeza no coração por eles, e determinaremos prosseguir à tarefa de redimi-los. Esta meta se apossará de nossas mentes.
Podemos construir se estivermos alertas para as soluções. Quando o rei perguntou a Neemias pela visível tristeza no seu coração, Neemias compreendeu que o rei tinha a solução. Ele orou antes de fazer a petição ao rei (2:1-8). Se estivermos realmente determinados a construir, avenidas se abrirão para nós e estaremos alertas para reconhecê-las. Não é verdade que nosso trabalho anda tão lentamente porque nossas mentes estão postas em muitas outras coisas, que não dedicamos muito tempo à oração e meditação sobre os meios e modos de alcançar os perdidos?
Podemos construir se pesquisarmos a tarefa e descobrirmos os modos e meios para realizá-la. Neemias, imediatamente, na sua chegada a Jerusalém, analisou as muralhas e então alistou os chefes dos judeus, encorajando-os a fazer alguma coisa sobre a necessidade. Como resultado, eles exclamaram: "Disponhamo-nos e edifiquemos" (2:18). Precisamos de homens -- líderes, presbíteros, evangelistas, diáconos, pessoas amadurecidas e dedicadas -- que gritem, "Disponhamo-nos e edifiquemos". Estes podem ser daqueles que viveram entre os escombros das vidas arruinadas muito tempo mas que, pelo encorajamento de algum Neemias, responderão.
Podemos construir se cada homem fizer sua parte. Note no capítulo 3 aqueles que foram incumbidos de fazer a obra, cada um no seu devido lugar, na muralha. Por esforço unificado a tarefa foi completada em cinqüenta e dois dias. Temos muitos entre nós que estão querendo deixar que poucos façam toda a construção. Os bons guias alistam as energias de todo o povo. O aperfeiçoamento de todos os santos é "para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo...segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Efésios 4:11-16).
Podemos construir se nos livrarmos da injustiça egoísta. Logo que o trabalho começou, houve queixas de dívidas, prestações e escravatura entre os judeus (5:1-13). Enquanto continuamos em pecado, a graça não pode abundar (Romanos 6:1). Justamente nesse tempo haverá invejas, ciúmes, contendas e dissensões (1 Coríntios 1:10; 3:1-3). Precisamos aprender a preferir um ao outro em honra (Romanos 12:9-10), achando os outros melhores do que nós mesmos (Filipenses 2:1-5).
Podemos construir se não ficarmos intimidados pelo inimigo. Sambalate e Tobias usaram de reprovação, engano, temor e comprometimento para desencorajar a obra. Se estivermos convencidos de que a edificação desta casa espiritual é a obra de Deus, para sua glória, não permitiremos que nada nos impeça. Algumas vezes temos que lidar com aqueles que se opôem à obra de Deus, mas precisamos não parar de construir para brigar. Talvez tenhamos que lutar com uma ferramenta numa mão e uma espada na outra, mas a edificação tem que continuar. Não ousemos parar para fazer acordos com o mal na planície de Ono; nossa obra é demasiadamente importante. Quando o homem do único talento teve medo e enterrou seu talento, ele foi condenado. "Disponhamo-nos e edifiquemos" para a glória e a graça de nosso Deus em Jesus Cristo.
-por Morris D. Norman
(texto retirado daqui: http://www.estudosdabiblia.net)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

MAIS SOBRE TALENTOS

(imagem - e texto - retirados daqui: http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com)

Pesquisando na net para pregrar sobre os talentos, encontrei este texto, do padre Antônio Vieira, um dos maiores teólogos que conheço:


(AJUDA PARA A PREGAÇÃO 12) TALENTOS: DEUS NOS PEDIRÁ CONTA DE COMO NÓS OS USAMOS
Jefferson Magno Costa
Na parábola dos talentos, os servos do rei eram três. Ao primeiro o rei entregou cinco talentos, o qual conseguiu outros cinco. Ao segundo entregou dois talentos, o qual conseguiu outros dois. E ambos foram louvados. Mas ao terceiro entregou um só talento, o qual ele enterrou.
Na prestação de contas, esse último servo restituiu ao rei o mesmo talento que lhe havia sido confiado, pois não tinha negociado com ele, nem adquirido coisa alguma. Por isso o seu senhor não só o lançou fora de sua casa, e mandou que lhe tomassem o talento, como também o classificou de criado mau, e esta foi sua sentença de condenação (Mt 25.14-30).
E se quem, na prestação de contas sobre o talento que Deus lhe deu, devolve o talento inteiro, e assim mesmo é condenado, o que será daqueles que o desperdiçam ou perdem, ou o usam contra si, contra o próximo, ou mesmo contra o próprio Deus?
NOSSAS FRAQUEZAS E LIMITAÇÕES TAMBÉM SÃO TALENTOS
Não só são talentos os dotes da natureza, os bens provenientes da riqueza, os dons pessoais que recebemos de Deus, mas também o contrário e a falta de tudo isto. Não é só dote da natureza a formosura, mas também a feiura; não só a grande força, mas também a fraqueza; não só o agudo entendimento, mas também a dificuldade de entender; não só a visão perfeita, mas também a cegueira; não só a saúde, mas também a enfermidade; não só a longa vida, mas também a vida breve.
O mesmo acontece com os bens que chamam da fortuna. Não é só considerado um bem o nascimento ilustre, mas também a origem humilde; não só os altos cargos e posições de dignidade, mas também as posições simples e não-reconhecidas; não só a riqueza, mas também a pobreza; não só a vida ganha despreocupadamente, mas também a que é ganha com muito trabalho; não só os negócios prósperos, mas também os que estão em crise; não só a posição de mando, mas também a de ser mandado; não só as vitórias, mas também as derrotas.
Desta forma, tanto podia se aproveitar Raquel de sua formosura, como Lia de sua feiura (Gn 29.17); tanto Aitofel do seu entendimento (2Sm 16.23), como Nabal de sua rudeza (1Sm 25.3); tanto Matusalém dos seus novecentos e sessenta e nove anos (Gn 5.27), como o moço de Naim dos seus vinte (Lc 7.11-17); tanto Arão da destreza e eloquência de sua língua (Ex 4.14), como Moisés do peso da sua (Ex 4.10).
Disto tudo, concluímos que Deus há de pedir conta tanto ao rico da sua riqueza quanto ao pobre da sua pobreza; tanto ao sadio da sua saúde, quanto ao doente da sua enfermidade; tanto ao honrado do seu prestígio, quanto ao afrontado da sua injúria; e tanto do que deu a uns, como do que negou a outros. Porque se o rico pode conseguir galardão com sua liberalidade, o pobre também pode consegui-lo com sua paciência.
Está provado que entre as coisas que se chamam prósperas ou adversas, mais eficazes são para o crescimento espiritual as que mortificam a natureza, do que as que aguçam a carnalidade; e mais seguras para nos ajudar no caminho da salvação as que pesam e nos conduzem à humildade, do que as que elevam e nos conduzem à soberba.
Só souberam manejar uns e outros meios, e tirar com igualdade proveito de ambos um Paulo, que dizia: “Sei estar abatido, e sei também ter abundância...” (Fp 4.12); e um Jó, que ao perder tudo o que tinha, e muito antes de ser novamente abençoado por Deus, perguntou: “Receberíamos o bem de Deus e não receberíamos o mal?” (Jó 2.10).
Portanto, desta maneira devemos aceitar (pois veio da mão de Deus) e contentar-nos com o talento ou os talentos que Deus nos deu, sejam cinco, sejam dois, seja um somente. E se puder ser nenhum, ainda será mais seguro. Quando o rei distribuiu os talentos aos criados, não lemos que algum deles tenha ficado descontente da distribuição. Se os que Deus deu a outros são maiores que os nossos, eles terão mais e nós menos do que dar conta a Deus.
(Trecho do Sermão da Primeira Dominga do Advento, pregado na Capela Real, em Lisboa, em 1670, pelo maior pregador da língua portuguesa, Antônio Vieira. Adaptado e atualizado para o leitor do século 21, por Jefferson Magno Costa).

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

DESENTERRANDO TALENTOS

(imagem retirada daqui: http://fabianapaula.wordpress.com)

Palavra pastoral do boletim deste mês:


DESENTERRANDO TALENTOS


“Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos”. – 2Tm 1.6


Tenho pensado muito nos talentos que Deus me tem dado e que eu, por negligência ou cansaço, falta de vontade ou medo, tenho enterrado.Um deles é a poesia... outro, a minha capacidade de escrever sobre qualquer assunto. Outro, a minha facilidade em
aprender línguas estrangeiras. Outro, talvez, o meu gosto pelas artes e trabalhos manuais. No afã do serviço ministerial, tenho deixado que todos eles fiquem esquecidos, porque a condução da Igreja, as visitas, os cultos, as reuniões, têm me tomado o tempo e o ânimo.E, assim como eu, quantos irmãos e irmãs não devem ter, escondidinhos nalgum canto, vários dons, presentes de Deus, para a edificação da Igreja, que há muito tempo, ou mesmo nunca, são utilizados. O Apóstolo Paulo alerta ao seu filho na fé, Timóteo: “...ADMOESTO-TE que reavives o dom que há em ti...” Ora, este é o recado para nós, nos dias de hoje também. Deus está nos exortando para que reavivemos o dom que Ele nos deu, porque, certamente, este dom, por menor que nos pareça, tem importância fundamental no crescimento do Reino.
Portanto, amados, redescubra o seu talento! Pesquise no seu interior o que é que Deus quer que você faça para a Sua obra. Veja qual é o dom que você tem enterrado e, de uma vez por todas, desenterre-o e o use para a glória de Deus!
Neste nossa Ano da Multiplicação, com certeza, os dons e talentos também serão multiplicados. E todos vocês estão convocados para o serviço, para se alistarem no grande exército de trabalhadores que vão se empenhar no crescimento miraculoso
do Reino de Deus, através da Igreja Metodista em São Gabriel.
Portanto, reavive o seu dom. E coloque-o a serviço do Senhor, hoje mesmo!
Sua pastora e amiga,
Terezinha de Lisieux

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

CULTO DE ONTEM - PRIMEIRO ENSAIO DO CORAL


Ontem, às 18 horas, antes do culto, tivemos o primeiro ensaio do nosso coral.
Foi uma bênção!

(alguns participantes do coral)

13 pessoas estiveram presentes e se dispuseram a cantar.
Agora é ensaiar bastante, com dedicação e paciência, para que, no final do ano, já possamos pensar numa apresentação de Natal! :o
Que Deus nos abençoe grandemente para que possamos fazer um belo coral na nossa Igreja.

domingo, 30 de janeiro de 2011

CULTO LAVA-PÉS

(igreja cheia)

Hoje, tivemos um culto super abençoado, em que o Anderson e sua família fizeram a cerimônia do lava-pés com toda a igreja, começando pela pastora e Marcos, em sinal de serviço.
(Anderson lavando os pés do Marcos)

(Vanessa servindo à irmã Olívia)

(irmã Beth e Bruno)

Depois, para confirmar que todos devem servir da mesma maneira, a pastora e
o Marcos também lavaram os pés da família do Anderson.
(pastora, lavando os pés da Vanessa)

(Marcos lavando os pés do Anderson)

Todos participaram com muita emoção.
(congregação atenta à cerimônia)

Logo após, a pastora e o Anderson fizeram a unção para o discipulado e serviço em todos os presentes, que receberam oração para que Deus os capacite na nova caminhada em busca de multiplicação na nossa igreja, não só da multiplicação de pessoas, mas de bênçãos, de capacitação, de carismas.
(unção2)

(unção)

No final do culto, houve o momento da despedida do Anderson de nossa comunidade.
(Zeca e pastora orando pela família do Anderson)

Houve muitos abraços e lágrimas, porque o pessoal já havia se acostumado com o Anderson, principalmente os adolescentes...
(o abraço da Adriana)

(da irmã Aparecida)

(e da irmã Beth)

mas, nós nos alegramos, porque vai ser bom para ele e sua família estarem à frente de uma igreja. Será uma oportunidade de aprendizado e crescimento este novo desafio ministerial. Por isto, nós, de São Gabriel, desejamos ao Anderson, Vanessa e os meninos, muito sucesso e felicidade ali em Nova Pampulha!
("chororô" com a Elisângela)

Deus abençoe o Anderson e também a nossa igreja, para que continuemos caminhando em fé e alegria!

sábado, 29 de janeiro de 2011

BODAS PONTES E ANNESLEY

(casal)
Hoje a pastora esteve na IM em Santa Teresa para comemorar as Bodas de Prata do nosso SD, José Pontes Sobrinho e Annesley.
O culto contou com a participação do bispo Roberto e o pregador foi o bispo Adriel Maia, que foi quem fez o casamento do casal!
Logo após, os "noivos" recepcionaram os presentes no salão social do prédio onde moram.
(Ibeijo)

Parabéns ao pr. Pontes e Annesley!
Que Deus continue derramando bênçãos sobre a sua vida!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

UMA LIÇÃO DE HUMILDADE

(imagem retirada daqui: giselle.cfn.blog.br)

Compartilho texto retirado do blog "Biblioteca Virtual"
(sem indicação de autoria)


Uma lição de Humildade


Depois de curar o menino endemoninhado na região próxima a Cesaréia de Filipe, Jesus sente o desejo de regressar a Cafarnaum. Mas quer viajar a sós com os seus discípulos, para poder prepará-los adicionalmente para a sua morte e para as responsabilidades que teriam depois. “O Filho do homem há de ser entregue às mãos dos homens”, explica-lhes, “e matá-lo-ão; mas, embora seja morto, será levantado três dias depois”.
Apesar de Jesus já ter falado disso antes, e de três apóstolos realmente terem presenciado a transfiguração em que sua “partida” foi considerada, seus seguidores ainda não entendem bem o assunto. Embora nenhum deles tente negar que ele será morto, como Pedro fez anteriormente, temem interrogá-lo adicionalmente a respeito.
Por fim, chegam a Cafarnaum, que tem sido uma espécie de base de operações durante o ministério de Jesus. É também a cidade natal de Pedro e de vários outros apóstolos. Ali, certos homens que cobram o imposto do templo abordam Pedro. Talvez tentando incriminar Jesus em alguma violação do costume aceito, eles perguntam: “Não paga o vosso instrutor as duas dracmas de imposto [do templo]?”
“Sim”, responde Pedro.
Jesus, que talvez tenha chegado pouco depois ao local, sabe o que tinha ocorrido. Assim, mesmo antes de Pedro suscitar a questão, Jesus pergunta: “O que achas, Simão? De quem recebem os reis da terra os direitos ou o imposto por cabeça? Dos seus filhos ou dos estranhos?”
“Dos estranhos”, responde Pedro.
“Realmente, então, os filhos estão isentos de impostos”, comenta Jesus. Visto que o Pai de Jesus é o Rei do universo, Aquele que é adorado no templo, o pagamento do imposto do templo, por parte do Filho de Deus, não é realmente um requisito legal. “Mas, para que não os façamos tropeçar”, diz Jesus, “vai ao mar, lança o anzol e toma o primeiro peixe apanhado, e, quando lhe abrires a boca, acharás uma moeda de estáter [quatro dracmas]. Leva-a e dá-lha por mim e por ti”.
Ao se reunirem após o seu regresso a Cafarnaum, talvez na casa de Pedro, os discípulos perguntam a Jesus: “Quem é realmente o maior no reino dos céus?” Jesus sabe por que fazem essa pergunta, pois está ciente do que ocorreu entre eles quando o seguiam, regressando de Cesaréia de Filipe. Assim, ele pergunta: “Sobre que estáveis disputando na estrada?” Embaraçados, os discípulos ficam calados, pois haviam disputado entre si quem era o maior.
Não parece incrível que, depois de quase três anos de ensinamentos por parte de Jesus, os discípulos ainda tenham uma discussão desse tipo? Bem, isso revela a forte influência da imperfeição humana, bem como da formação religiosa. A religião judaica, na qual os discípulos haviam sido criados, dava ênfase ao cargo ou à hierarquia em todos os relacionamentos. Ademais, é possível que Pedro, talvez por causa da promessa que Jesus lhe fizera de dar-lhe certas “chaves” de acesso ao Reino, se sentisse superior. Tiago e João talvez tenham tido idéias similares por terem sido favorecidos como testemunhas da transfiguração de Jesus.
Qualquer que tenha sido o caso, Jesus faz algo comovente no empenho de corrigir a atitude deles. Chama uma criança, coloca-a no meio deles, abraça-a e diz: “A menos que deis meia-volta e vos torneis como criancinhas, de modo algum entrareis no reino dos céus. Por isso, todo aquele que se humilhar, semelhante a esta criancinha, é o que é o maior no reino dos céus; e todo aquele que receber uma de tais criancinhas à base do meu nome, também a mim me recebe.”
Que maravilhosa maneira de corrigir seus discípulos! Jesus não se irrita com eles nem os chama de soberbos, gananciosos ou ambiciosos. Não, mas ilustra o seu ensino corretivo usando criancinhas, que são por natureza modestas, sem ambição, e, em geral, não têm senso de hierarquia entre elas. Jesus mostra assim que os seus discípulos precisam desenvolver essas qualidades que caracterizam humildes crianças. Conforme Jesus conclui: “Quem se comportar como menor entre todos vós é o que é grande.” Mateus 17:22-27; 18:1-5; Marcos 9:30-37; Lucas 9:43-48.


Obs: Essa matéria faz parte do estudo sobre o Evangelho em Ordem Cronológica. Veja essa seção para acompanhar na sequência, no blog (endereço eletrônico: http://bibliotecabiblica.blogspot.com)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

FALANDO EM CONSTRUÇÃO

(imagem retirada daqui: http://lojasinternet.com)

Que tal construirmos uma igreja realmente abençoada?
Não... não estou falando em fazer um novo prédio, apesar de realmente estarmos precisando de um prédio novinho em folha (seria ótimo, não é mesmo?)
Mas, muito mais que um templo, um novo banheiro, novas salas, precisamos construir uma nova igreja, ou seja, precisamos NOS reconstruir, porque nós é que somos a igreja.
Que tal, então, fazermos uma reforma em nós mesmos? Que tal retirarmos todos os entulhos, limparmos nosso interior, erigirmos um altar maravilhoso para o Senhor, bem no centro do nosso coração?
Que no ano da Multiplicação, Deus nos ajude a multiplicar nosso amor pela obra d'Ele, para que a igreja em São Gabriel, da qual somos pedras, seja realmente unida pela argamassa do Espírito Santo, sobre a Pedra Angular que é JESUS!
Claro que também precisamos "dar o trato" no prédio, na estrutura física da nossa igreja, portanto, vamos começar a orar para que os nossos projetos de reforma sejam abençoados, ainda este ano. Por ora, vou começar a mobilizar amigos, para tentarmos fazer uma campanha como a dos bancos, a fim de começar, pelo menos, a reforma dos banheiros...
Que Deus nos ajude!
pra. Terezinha

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CRISE... OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO?

(imagem retirada daqui: http://agenda-digital.blogspot.com)

DEFININDO A PALAVRA CRISE “Uma crise é um momento
em que nossa necessidade
é maior do que os recursos de que dispomos.
Crise é momento em que
o estímulo é maior do que aquilo
que podemos ter, saber, fazer, ser
e revela-se claramente
em ter mais, saber mais, fazer mais e ser mais.”
(Parte do texto que leva o título: As crises na vida do homem como oportunidade para o crescimento interior - Trabalho apresentado para a conclusão do curso de Educador Emocional, de MARIA JOSÉ CORREIA - Fortaleza)
Encontrei esta citação na net e, imediatamente, recordei-me da nossa última campanha: "Crise ou Oportunidade?", em que falamos das oportunidades com que Deus nos agracia em meio às nossas inúmeras crises, sejam emocionais, financeiras, familiares, espirituais...
De fato, a crise é um momento em que nossa necessidade é maior que os nossos recursos. De fato, crise é um momento em que os estímulos que recebemos é maior do que aquilo que podemos realizar, impulsionando-nos a querer ter, saber e fazer mais... funcionando como uma mola-mestra que nos faz seguir adiante, a lutar.
De fato, a crise é oportunidade de auto conhecimento e de crescimento como pessoa.
Mas (sempre existe um mas...), a autora do texto não cita, em nenhum momento, Deus. Ela fala da capacidade do ser humano de se superar. Fala que a crise é impulso para que nos conheçamos mais e melhor. É oportunidade para revermos nossos conceitos e buscar novos caminhos. Tudo beleza! De fato, a crise é tudo isto. Mas, ela erra quanto às oportunidades, porque não somos nós que as fazemos. Toda e qualquer oportunidade de crescimento e conquista, não vem de nós mesmos. Todo ser humano tem nas crises, isso sim, oportunidade de conhecer o poder de Deus para transformar situações, por mais críticas que sejam, em bênçãos, em esperança, em novas oportunidades de conquistas e vitórias!
A crise, até pode ser nossa... fabricadas por nosso egoísmo, por nossa ganância, por nossa intolerância com os que nos cercam, por nossos pecados, por nossa omissão, por nosso desamor... Crises são mesmo "invenção" totalmente humana. Mas as oportunidades que as podem reverter, essas pertencem a Deus. Só Ele é capaz de transformar nossas mentes e corações e nos tornar melhores do que somos. Só Ele é capaz de transformar maldições em bênçãos!
Portanto, senhores e senhoras "educadores emocionais" (seja lá o que o termo signifique!), fiquem sabendo que não somos nós que nos transformamos ou que transformamos nossas vidas e as situações pelas quais passamos, mas sim, Deus. E temos que encontrá-LO a fim de que sejamos REALMENTE CURADOS interiormente e tenhamos uma nova vida, repleta de amor e de plena paz, ainda que a situação seja totalmente adversa.
É isso aí!
pra. Terezinha de Lisieux

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FUGINDO DOS EXTREMOS

(imagem retirada daqui: http://marilenaconsulta.spaces.live.com)

por: Geziel Nunes Gomes (texo retirado do blog do pastor Sérgio Cunha: http://pastorsergiocunha.blogspot.com/)


Há pregadores que vão pregar por muitos dólares e os que aceitam o café após o culto
Sou do tempo em que pregadores viajavam de ônibus pelas estradas cheias de lama, especialmente no nosso sofrido Nordeste. Até empurrá-los, para saírem do atoleiro, já fiz.Sou do tempo em que o dinheiro da passagem dos pregadores lhes era entregue contadinho, justinho, “timtim por timtim”. Nada mais.Ofertas de amor? Que é isso, gente? Vamos deixar as heresias de lado. Tudo se faz por fé.Vivi isso por mais de 30 anos.Até que surgiu algo novo. A consideração para com os pregadores, que vivem pela fé, mas têm, também, estômago, família e compromissos diuturnos.Hoje estamos vivenciando os extremos, jamais sonhados antes.Por um lado existem os pregadores que estipulam dois mil dólares por uma noite de pregação (uma noite? uma hora, melhor dizendo e no outro extremo há os pastores “amigos” que lhes dão 50 reais para um cafezinho. Um bom dinheiro para um café com biscoito, uma insignificância para comprar uma boa camisa.Precisamos encontrar um denominador comum para essa confusão que se estabeleceu.Existem pregadores que enriqueceram em dez anos, em seus périplos nacionais e internacionais.Recentemente um deles confessou a um amigo meu: “estou rico, famoso e cansado”.Existem pastores que ajustam qualquer quantia e pagam qualquer preço milionário para terem o “privilégio” de ter uma estrela em seus púlpitos, mesmo que para entregar a mesma palavra pela milésima vez. Literalmente.Existem líderes que dizem: “pode deixar, eu sei abençoar os homens de Deus” e estes são despedidos com preciosos tapas de fraternidade e orações poderosas. Ajuda financeira, que também vale nada.Está faltando equilíbrio.Entregar fortunas, recolhidas do dízimo suado dos membros da Igreja, para enriquecer as múltiplas contas bancárias dos pregadores-empresários, talvez não tenha muito apoio lá em cima.A manipulação e a malversação do dinheiro sagrado de ofertas e dízimos certamente se constituem em novo item para o Tribunal de Cristo.Certa igreja, que conheço muito bem, “contratou” um desses famosos para três dias de Congresso, numa igreja na terra de Tio Sam.Jamais se viu ou ouviu tanta agitação. O povo literalmente pulava, corria e gritava, indo quase ao delírio. O discurso (mensagem? vamos usar as palavras com sabedoria, gente!) era de encomenda para conduzir a platéia às fronteiras do delírio.Não foi um Congresso de Pão. Quase diria que foi de circo.Na segunda-feira que se seguiu a Comissão reuniu-se para fazer a avaliação, a fim de apresentar ao Criador os frutos alcançados pelas criaturas.Balanço final: 14 mil dólares de gastos, incluindo telefonemas internacionais, dados pela majestade, a fim de ajustar outros compromissos. Nem uma decisão para Cristo, nem uma reconciliação, nem um batismo com o Espírito Santo.Deixo-lhes uma pergunta: valeu a pena?Ultimamente minha esposa e eu decidimos de comum acordo combinar previamente com aqueles que nos convidam (com algumas exceções) os termos da oferta de amor.Ela tem encontrado alguns que perguntam: “somente isso, irmã”? Eles se espantam, pois já haviam contatado os mega-pregadores, habituados a cachês milionários, com exigência inclusive para uma passagem extra: para o empresário (misericórdia!) ou para o “pajem de armas” que acompanha o notável tribuno, com a responsabilidade sacerdotal (!) de vender seus DVDs, bem como a árdua tarefa de contar e guardar o dinheiro.Veja o outro lado da questão: o diabo, os demônios e o inferno não são capazes de apagar um avivamento.Nós mesmos podemos fazê-lo. Tudo começa quando perdemos o equilíbrio.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O RICO E LÁZARO


Uma parábola, para a nossa meditação:


O RICO E LÁZARO


Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente .
Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele;
e desejava alimentar-se das migalhas que caiam da mesa do rico; e at;e os cães vinham lamber-lhe as úlceras.
Aconteceu morrer o mendigo e ser lavado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.
no inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio
Então, clamando, disse : Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém Abraão : Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males : agora, porém , aqui, ele está consolado; tu, em tormentos
e, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós
Então, replicou pai, eu te imploro que mandes à minha casa paterna,
porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho a fim de não virem também para este lugar de tormento.
Respondeu Abraão : Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
Mas ele insistiu : Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão .
Abraão, porém, lhe respondeu : Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir; ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.
O rico levou uma vida egocêntrica. Escolheu mal e sofreu eternamente. Lázaro viveu a totalidade da sua vida na pobreza, mas seu coração era reto para com Deus. Seu nome significa : “Deus é meu socorro” , e ele nunca abdicou da sua fé em Deus. Morreu e foi imediatamente levado ao Paraíso, para estar com Abraão. Os destinos desses dois homens foram irreversíveis a partir da sua morte.
Seio de Abraão- Uma figura de linguagem usada por Jesus nesta parábola, ilustrando o grande abismo, posto entre a bem-aventurança do paraíso e a miséria do hades (inferno). O falecido Lázaro é descrito como alguém reclinado próximo de Abraão, na festa dos benditos, segundo a maneira judaica que levava a cabeça de uma pessoa quase a encostar-se contra o peito de outra que estivesse reclinada mais para cima. E era nessa posição que ficava o hóspede mais favorecido em relação ao anfitrião. Reclinar-se no seio de Abraão, na linguagem talmúdica, era igual a entrar no paraíso.
(TEXTO E IMAGEM retirados daqui: http://fabianapaula.wordpress.com)

domingo, 23 de janeiro de 2011

CULTO - NIVER IRMÃ BETH

(pessoal)

Hoje, tivemos uma grata surpresa. O irmão Efigênio, da IM de Cachoeirinha, veio nos visitar para nos falar sobre a realização de mais um sonho: a formação do nosso Coral!
O irmão, que é maestro, colocou-se à disposição da igreja para nos ensaiar e também para tocar em três dos cultos de domingo.
(irmão Efigênio, tocando violão)

Não é mesmo uma bênção?
(pastora, orando pela irmã Beth)

Outra bênção pela qual agradecemos no final do culto, foi o aniversário da irmã Beth. Que Deus continue dando graça e saúde à nossa irmã!
Aleluia!

sábado, 22 de janeiro de 2011

SOBRE A MULHER QUE UNGIU JESUS

(imagem retirada daqui: http://mulheresemadoracao.blogspot.com)

A Vanessa pregou, na sexta-feira, sobre a mulher que ungiu Jesus e enxugou-Lhe os pés com os próprios cabelos, um gesto admirável porque, naquele tempo, apenas os servos, os escravos, cuidavam dos pés dos seus senhores e seus hóspedes.
E eu fiquei pensando na beleza deste gesto, na humildade e simplicidade daquela mulher que, sabendo-se pecadora, não poupou esforços para chegar junto de Jesus e demonstrar-Lhe o seu amor, arriscando-se, até mesmo, a ser desprezada e banida do meio dos Seus seguidores.
A pregação da Vanessa foi mesmo muito oportuna, porque, muitas vezes, estamos como aqueles que acharam "um desperdício" utilizar o perfume que poderia dar bom lucro ao ser vendido. Muitas vezes estamos como aqueles que julgam "bobagem" abrir-mão de coisas preciosas aos olhos humanos, para servir a Jesus. Muitas vezes estamos no meio daqueles que acham que podem seguir a Jesus sem se abaixarem, sem estarem aos Seus pés...
É... temos muito o que aprender com aquela pecadora. Temos que reconhecer nossos erros, despojarmo-nos de nossos bens, humilharmo-nos perante a potente mão de Deus, para que Ele, a Seu tempo, nos exalte... como fez Jesus com aquela mulher, dizendo que, em todos os lugares, ouvir-se-ia falar dela...
Que Deus nos abençoe e nos capacite para sermos servos...
Sua pastora
Terezinha de Lisieux